"Pelo espelho"
Eu estava lá e fazia das areias, das estrelas, companhia. Mas ela, minha doce ela, não estava mais sozinha de pessoas, de coisas: estava sozinha de si? Era um abandono. Mas não este abandono, com palavras, era um esconde-esconde na Treva dos Dragões, malvado, quando a gente não consegue brincar.
E não com espanto ela estava molenga pra brincadeiras... O que era a vida depois de a gente perder o um amor-da-vida, e de perder sempre, sem ter tido pra sempre, de perder todos amiguinhos do teatro, que eram os amiguinhos, de perder o humano? Existe vida se a gente perder o espelho? E no deserto que a gente tava nem tinha espelho nem lojinha de 1,99 e nem outra lojinha... Era o sem-humano... E acho que a Jenninha também não fazia companhia das areias porque virava areia. Que qualquer vento bobo leva... Vai ver quem não é areia?
O Sol fervia de dia e a noite não esquecia de castigar à noite com seu frio. Era suar de derreter sorvetinho de limão gostoso na praia de dia e abraçar de mês sem se ver eu e a Jenninha pra dizer pro frio que ele era boboca e que a gente se vira! Como eu queria colar meus pelinhos na Jenninha, não ia dar pro cheiro, mas era fazer alguma coisa... Mas não tem jeito, quando a gente vai pro deserto é pra gente mesmo inventar pelos...
Eu estava lá e fazia das areias, das estrelas, companhia. Mas ela, minha doce ela, não estava mais sozinha de pessoas, de coisas: estava sozinha de si? Era um abandono. Mas não este abandono, com palavras, era um esconde-esconde na Treva dos Dragões, malvado, quando a gente não consegue brincar.
E não com espanto ela estava molenga pra brincadeiras... O que era a vida depois de a gente perder o um amor-da-vida, e de perder sempre, sem ter tido pra sempre, de perder todos amiguinhos do teatro, que eram os amiguinhos, de perder o humano? Existe vida se a gente perder o espelho? E no deserto que a gente tava nem tinha espelho nem lojinha de 1,99 e nem outra lojinha... Era o sem-humano... E acho que a Jenninha também não fazia companhia das areias porque virava areia. Que qualquer vento bobo leva... Vai ver quem não é areia?
O Sol fervia de dia e a noite não esquecia de castigar à noite com seu frio. Era suar de derreter sorvetinho de limão gostoso na praia de dia e abraçar de mês sem se ver eu e a Jenninha pra dizer pro frio que ele era boboca e que a gente se vira! Como eu queria colar meus pelinhos na Jenninha, não ia dar pro cheiro, mas era fazer alguma coisa... Mas não tem jeito, quando a gente vai pro deserto é pra gente mesmo inventar pelos...

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