“Onde anda a onda”
Sol pai de dia, mãe Lua de noite. Calor de dia, frio de noite. A gente viu que as coisas não eram tão constantes assim. E foi um momento de esperança!
“Ah, Caicó
Arcaico,
em meu peito catolaico
tudo é descrença e fé
Ah, Caicó
Arcaico,
Meu cashcouer mallarmaico
Tudo rejeita e quer
É com é sem
Milhão e vintém,
Tudo mundo e ninguém,
Pé de xique-xique,
Pé de flor
Relabucho velório,
Vídeo-game oratório,
High-cult simplório
Amor sem fim desamor”
Era a Jenninha cantando pra mim... Quase melhor... Nunca me esqueci da sua voz revoltando ondas por aquele power-monstruoso deserto... Era tão lindo, tão... tão... fundo na alma... tão sereia no mais fundo do mar, onde não dá pé e a Jenninha não deixa o Gursinho chegar (porque só sei nadar cachorrinho e mal porque sou ursinho)... que quase as ondas do mar vieram ouvir esquecendo os limites de Geografia: aquela coisa de não poder ficar acordado depois das dez...
Musicar é “entrar em acordo profundo e não visível com a intimidade da matéria”... É encontrar a ordem no meio dos ruídos... É estabelecer uma paz, um conto-de-fadas feliz! E nos desertos têm ruídos. Na solidão também tem ruídos. O nosso corpinho pulsa e bem de noitinha no silêncio eu sempre ouvia o sangue da Jenninha passeando pelo corpo, o coração ritmando...
Mas as nuvenzinhas emocionadas no céu deixaram escorrer mel e choveu... Era uma bênção! O doce no sal das areias, no sal da aguinha-éca, no sal da vida. Era dia na infinda noite. Era o pai, o pai que minha Jenninha disse ter perdido bastante nova, que nem da minha idade, pois é pois é pois é... Ele era um médico cheio de brilho e de bondade, era médico e morreu pra sarar uma vida, pegou uma infecção e, logo depois de entregar a alma pro corpo já sem dodói do paciente, ele encantou, virou estrelinha. Aquela lá! Dava pra ver no céu daquele dia. Também tinha nome de Sol.
Não tardou tanto e veio a noite... Veio o frio... e a gente cheio molhado... E a gente viu que as coisas se repetiam a si sempre mesmo... Era Sol e Lua num dia e Sol e Lua no outro... E a gente despertava... Mas de um sonho bom... E tinha aprendido pelo menos que, se a carta do Yu-Gui-Oh! É sempre a mesma, ela tem 2 lados: um que é meio (inútil?), só tem escrito coisa que a gente (sabe?) e esconde.
e outro que é cheio de poder, que tem ataques e defesas mil...
2 lados?
Sol pai de dia, mãe Lua de noite. Calor de dia, frio de noite. A gente viu que as coisas não eram tão constantes assim. E foi um momento de esperança!
“Ah, Caicó
Arcaico,
em meu peito catolaico
tudo é descrença e fé
Ah, Caicó
Arcaico,
Meu cashcouer mallarmaico
Tudo rejeita e quer
É com é sem
Milhão e vintém,
Tudo mundo e ninguém,
Pé de xique-xique,
Pé de flor
Relabucho velório,
Vídeo-game oratório,
High-cult simplório
Amor sem fim desamor”
Era a Jenninha cantando pra mim... Quase melhor... Nunca me esqueci da sua voz revoltando ondas por aquele power-monstruoso deserto... Era tão lindo, tão... tão... fundo na alma... tão sereia no mais fundo do mar, onde não dá pé e a Jenninha não deixa o Gursinho chegar (porque só sei nadar cachorrinho e mal porque sou ursinho)... que quase as ondas do mar vieram ouvir esquecendo os limites de Geografia: aquela coisa de não poder ficar acordado depois das dez...
Musicar é “entrar em acordo profundo e não visível com a intimidade da matéria”... É encontrar a ordem no meio dos ruídos... É estabelecer uma paz, um conto-de-fadas feliz! E nos desertos têm ruídos. Na solidão também tem ruídos. O nosso corpinho pulsa e bem de noitinha no silêncio eu sempre ouvia o sangue da Jenninha passeando pelo corpo, o coração ritmando...
Mas as nuvenzinhas emocionadas no céu deixaram escorrer mel e choveu... Era uma bênção! O doce no sal das areias, no sal da aguinha-éca, no sal da vida. Era dia na infinda noite. Era o pai, o pai que minha Jenninha disse ter perdido bastante nova, que nem da minha idade, pois é pois é pois é... Ele era um médico cheio de brilho e de bondade, era médico e morreu pra sarar uma vida, pegou uma infecção e, logo depois de entregar a alma pro corpo já sem dodói do paciente, ele encantou, virou estrelinha. Aquela lá! Dava pra ver no céu daquele dia. Também tinha nome de Sol.
Não tardou tanto e veio a noite... Veio o frio... e a gente cheio molhado... E a gente viu que as coisas se repetiam a si sempre mesmo... Era Sol e Lua num dia e Sol e Lua no outro... E a gente despertava... Mas de um sonho bom... E tinha aprendido pelo menos que, se a carta do Yu-Gui-Oh! É sempre a mesma, ela tem 2 lados: um que é meio (inútil?), só tem escrito coisa que a gente (sabe?) e esconde.
e outro que é cheio de poder, que tem ataques e defesas mil...
2 lados?

2 Comments:
At 6:52 PM,
Willow said…
Mais que aprovado! não sei como não conheci isso aqui antes...
At 2:49 PM,
Fabi Muliterno said…
é sempre uma delícia ler os causos aqui... um colírio pros meus olhinhos cansados... ai ai!!!
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